Coração de Sião

Coração de Sião - Agosto de 2015

| Imprimir | PDF 

E A SUA VOCAÇÃO...?

Chegamos ao mês de agosto que é um dos meses temáticos, sendo este caracterizado como vocacional instituído pela CNBB na Assembléia geral de 1981.

Neste mês a Igreja no Brasil enfatiza o tema vocacional, mas não somente neste devemos querer saber, procurar, discernir... a vocação pessoal.

O termo “vocação” vem da palavra latina “vocare”, que quer dizer chamar. No contexto cristão, dizemos que o vocacionado é uma pessoa que discerniu em si a vontade de Deus.

O discernimento da vocação exige o confronto pessoal e a percepção mais profunda de si. Quem se sente confuso, deve buscar ajuda em pessoas sólidas, que tenham boa formação. Isso para realizar um trabalho de organização interna, pelo qual se criam as condições de enxergar mais profundamente dentro de si. Para o cristão, o discernimento implica ainda a oração, a relação de intimidade com Deus. Cada pessoa é chamada por Deus a ter uma vida realizada e plena.

Devemos tomar consciência de que a vocação é um chamado de Deus à vida deve levar à percepção de como se vive este chamado, esta vida que lhe foi dada não só como dádiva, mas também como incumbência; não só como dom, mas como tarefa. Ou seja, como você vai desenvolver esta vocação, este chamado que recebeu na sua concepção (no ventre de sua mãe).

Vocação é algo diferente de aptidão. As aptidões definem, por exemplo, a profissão de uma pessoa. Já a vocação define um estado de vida. Isso significa que o chamado da vocação ocorre num nível mais profundo dentro de nós: o existencial. Não é só o psicológico. Ou seja, ele é mais abrangente, porque compreende um todo: a pessoa em sua realidade física, psíquica e espiritual.

Hoje as pessoas têm muita dificuldade de perceber a sua vocação fundamental, ou seja, se vão se casar ou ser consagrada. Isso porque elas têm dificuldade de se perceber na sua própria vida, na sua própria existência. Sendo assim, fica ainda mais difícil perceber como vão se desenvolver.

Por exemplo, se a pessoa quer discernir se o chamado dela é viver a vida celibatária, ela tem de conhecer a sua realidade física, enquanto necessidades, enquanto manifestações.

É preciso também ter consciência da realidade psicológica, no sentido do seu desenvolvimento, ou seja, se existe o chamado a querer viver um relacionamento específico com alguém, ou o chamado a viver a afetividade de uma forma geral, na partilha com todos (no serviço aos irmãos, na entrega total de sua vida a Deus).

O sentido espiritual é outro elemento. Lemos no Evangelho de São Mateus no capítulo 19: “aqueles que se tornaram eunucos livremente por causa do Reino”. Isso quer dizer que, por causa do Reino, no sentido mais profundo, espiritual, quer-se viver a vida exclusiva de intimidade, de amor e de serviço a Deus. Quem está nessa condição vai abraçar a vida consagrada. Já para a vida conjugal, é necessário o discernimento para ver se existe a disposição interior de dividir a sua vida com alguém, de forma exclusiva.

Para concluirmos, o Espírito Santo nos tempos atuais tem suscitado no coração de muitas pessoas que querem assumir ou já assumiram a vida matrimonial, sua vocação fundamental, o desejo de uma consagração especial, nas novas comunidades. (veja o nº 62 - Exortação Apostólica Pós-Sinodal Vita Consecrata do São João Paulo II)

 Fonte – Dom Orani - http://arqrio.org/formacao/detalhes/508/agosto-vocacional 

Aleteia - http://www.aleteia.org/pt/educacao/artigo/como-discernir-a-minha-vocacao-135001

 


INTENÇÕES DO MÊS

Neste mês de agosto, unidos ao Papa Francisco e a toda a Igreja, coloquemos como intenção das nossas orações:

“Aqueles que colaboram no campo do voluntariado se entreguem com generosidade ao serviço dos mais necessitados.”

E também, “para que, saindo de nós mesmos, saibamos fazer-nos próximos daqueles que se encontram nas periferias das relações humanas e sociais”. 

E como estamos neste mês dedicado às vocações, peçamos que o Senhor que envie operários para sua Messe. Que Ele suscite vocações sacerdotais, religiosas e leigas consagradas.

E ainda em nossas orações, peçamos pela Assembléia Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família e também por todos os bispos que irão participar.

 Sagrado Coração de Jesus, eu espero e confio em Vós!


REZEMOS 

Rezemos pelas vocações e por todos o vocacionados e também pelas demais intenções acima apresentadas:

Senhor, no vosso infinito amor, quereis que o PLANO DIVINO DE SALVAÇÃO atinja sempre mais a todos os homens.

Fazei que nossas famílias cristãs se tornem pequenas igrejas onde todos os pais sejam para os filhos, pela palavra e pelo exemplo, os primeiros educadores da fé, e que os filhos à luz do Espírito Santo sejam disponíveis e generosos em seguir o vosso chamado.

Pela intercessão de Maria, Mãe do povo de Deus, vos pedimos mais operários para a vinha.

Confirmai todos os sacerdotes, religiosos e apóstolos leigos em sua nobre vocação. Nesta intenção vos oferecemos nossas preces e ações”.

Por isso, Senhor, rezamos unidos: Pai Nosso; Ave Maria; Glória.

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!  

 

Jesus, manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao Teu!

Compartilhar

Coração de Sião - Julho de 2015

| Imprimir | PDF 

NOS CONVERTAMOS... NOS DEIXEMOS MOLDAR!

Neste mês começamos nossa reflexão com a mensagem de Nossa Senhora, do final do mês de junho, quando completou 34 anos de suas aparições em Medjugorje.

Nossa Senhora assumiu com muita responsabilidade a nossa maternidade, conforme o mandato de Jesus do alto da cruz: “Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa” (Jo 19, 26 - 27).

Como mãe, inicia suas mensagens em Medjugorje, nos dizendo: "Queridos filhos!

Ela continua: “Também hoje o Todo-poderoso concede-me a graça de poder amá-los e de chamá-los à conversão. Que possa Deus ser o seu amanhã, e não a guerra e a instabilidade e não a tristeza, mas a alegria e a paz devem começar a reinar no coração de cada pessoa. Mas, sem Deus, vocês nunca encontrarão a paz. Portanto filhinhos, voltem para Deus e para a oração de tal forma que o seu coração possa cantar de alegria. Eu estou com vocês e os amo com incomensurável amor. Obrigada por terem respondido ao meu chamado." (mensagem de Nossa Senhora em 25 de junho de 2015).

Nossa Senhora, nossa mãe, preocupa-se com o futuro de seus filhos, observando a humanidade tão confusa, desorientada, atentando contra à célula principal da humanidade (da sociedade) que é a família. Nesta mensagem, nos orienta a voltarmos para Deus, para a oração, pois o próprio Deus concedeu a ela a graça de nos chamar à conversão, para que assim, tenhamos paz e vivamos felizes.

Torna-se importante lembrar que “No mistério da sua morte e ressurreição, Deus revelou plenamente o Amor que salva e chama os homens à conversão de vida por meio da remissão dos pecados (cf. At 5, 31). Para o apóstolo Paulo, este amor introduz o homem numa vida nova: ‘Pelo Batismo fomos sepultados com Ele na morte, para que, tal como Cristo foi ressuscitado de entre os mortos pela glória do Pai, também nós caminhemos numa vida nova’ (Rm 6, 4). Em virtude da fé, esta vida nova modela toda a existência humana segundo a novidade radical da ressurreição. Na medida da sua livre disponibilidade, os pensamentos e os afetos, a mentalidade e o comportamento do homem vão sendo pouco a pouco purificados e transformados, ao longo de um itinerário jamais completamente terminado nesta vida. A ‘fé, que atua pelo amor’ (Gl 5, 6), torna-se um novo critério de entendimento e de ação, que muda toda a vida do homem (cf. Rm 12, 2; Cl 3, 9-10; Ef 4, 20-29; 2 Cor 5, 17)”. (Carta Apostólica - Porta Fidei)

 


INTENÇÕES DO MÊS

Neste mês de julho, unidos ao Papa Francisco e a toda a Igreja, coloquemos como intenção das nossas orações:

Política e caridade - Para que a responsabilidade política seja vivida a todos os níveis como uma forma elevada de caridade.

Os pobres na América Latina - Para que, diante das desigualdades sociais, os cristãos da América Latina deem testemunho do amor pelos pobres e contribuam para uma sociedade mais fraterna.

E ainda em nossas orações, peçamos pela Assembléia Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família e também por todos os bispos que irão participar.

Que a Graça de Deus e Sua Alegria possam ser plenas em cada ser humano!

Sagrado Coração de Jesus, eu espero e confio em Vós!


REZEMOS

 Rezemos à Sagrada Família pela terceira assembleia extraordinária do sínodo dos bispos.

Jesus, Maria e José, em vós contemplamos o esplendor do verdadeiro amor e, com confiança, nos voltamos para vós. Sagrada Família de Nazaré, fazei com que nossas famílias sejam lugares de comunhão e cenáculos de oração, autênticas escolas do evangelho e pequenas igrejas domésticas. Sagrada Família de Nazaré, que nas famílias nunca haja violência, fechamento ou divisão, que os que foram feridos ou escandalizados sejam consolados e curados. Sagrada Família de Nazaré, nós vos suplicamos que, por ocasião do próximo sínodo dos bispos, se reacenda em todos a consciência do caráter sagrado e inviolável da família, e da sua beleza no projeto de Deus. Jesus, Maria e José, ouvi e atendei a nossa súplica.

Rezemos ainda pela conversão dos pecadores - Deus, refúgio e nossa fortaleza, atendei propício aos clamores do vosso povo, e pela intercessão da gloriosa e Imaculada virgem Maria, mãe do vosso filho, do bem aventurado são José, casto esposo de Maria, dos vossos bem aventurados apóstolos Pedro e Paulo e de todos os santos, ouvi benigno e misericordioso as súplicas que do fundo da alma vos dirigimos pela conversão dos pecadores, pela liberdade e exaltação da santa madre Igreja, pelo mesmo Cristo nosso Senhor. Amém.

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!  

Jesus, manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao Teu!

1 Pai Nosso; 1 Ave Maria; 1 Glória.

Compartilhar

Coração de Sião - Junho de 2015

| Imprimir | PDF 

CORPO E SANGUE DE CRISTO (CORPUS CHRISTI) 

“A vida do homem é povoada de presenças: presenças visíveis e próximas como a de uma mãe que cuida de seu filho que brinca ou repousa; presenças invisíveis como a de duas pessoas que se amam, pensam uma na outra e se encontram, superando a distância e a separação do corpo; presenças que proporcionam paz, satisfação, segurança e presenças tempestuosas, perturbadoras, que são como uma ameaça...

No plano da vivência humana profunda, o homem faz a experiência singular de uma presença misteriosa mas real, que atinge o centro do seu ser; uma presença que inspira um inefável sentimento de confiança e segurança e que do seu íntimo o chama. (...) A presença de Deus no meio de nós assumiu, na história, a forma visível e tangível de Jesus, imagem visível do Deus invisível, revelador do mistério do Pai. (...) Depois da Ascensão, que o subtrai à experiência sensível dos homens, a presença de Jesus muda de sinal mas não muda a realidade. Ele continua e se dá sob o sinal do pão partido e do vinho, nos quais oferece seu Corpo como alimento e seu Sangue como bebida de salvação e de vida.

Ele permanece conosco até o fim do mundo.” (Fonte: Missal Cotidiano, Paulus Editora, pág.494)

Jesus disse à Santa Margarida Maria Alacoque, divulgadora da devoção ao Sagrado Coração: “Tenho sede ardente de ser amado pelos homens no Santíssimo Sacramento... Minha filha, teu desejo penetrou de tal forma no meu coração, que se eu não tivesse instituído este Sacramento de amor, instituí-lo-ia agora por amor a ti, para ter o prazer de morar em tua alma e descansar amorosamente no teu coração.”

“Já se aproxima o feliz instante, ó Jesus, em que haveis de visitar a minha alma e unir-Vos ao meu coração. Parece-me que a mim também dirigis o amoroso convite com que chamáreis vossa Margarida para que se alimentasse do maná celeste! Ó Jesus, tão somente o vosso Coração, que é o Coração de Deus, tão somente o vosso Amor, que é o Amor dos amores podia falar assim às criaturas. (...) Ó Coração de meu Jesus, eu fico confundido por tanta humilhação da vossa parte, por tanto amor entranhado consagrado às almas. Como a parábola dos convidados à ceia, na qual tomaram parte os mendigos, os cegos, os coxos, os desvalidos e em suma todos, sem distinção alguma, assim também em Vós não excluís a ninguém da vossa Grande Promessa [veja quadro no verso deste folheto]. A este favor bem podereis atender, tratando-se de almas fervorosas, mas com outras almas frias e pecadoras, como é que podereis sustentar a Vossa Promessa? O Vosso Coração me responde dizendo: “Os pecadores acharão no meu Coração a fonte perene, o oceano infinito da misericórdia... Os frios se tornarão fervorosos... Os fervorosos hão de chegar a uma grande perfeição...” Ó Jesus de minha alma, quem não Vos amará depois de saber até que ponto chegou o Vosso amor pelas almas? (...)” (Fonte: A Grande Promessa, Ed. Loyola, pág.14/15)


INTENÇÕES DO MÊS

Coloquemos como intenção deste mês a vida de nossos padres. Neste mês, teremos entre tantas festas a Solenidade de Corpus Christi, cuja instituição (da Eucaristia) aconteceu na quinta-feira Santa, em clima de penitência, já nesta Solenidade do Santíssimo Corpo e do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo,  a Eucaristia é comemorada em clima festivo,  em clima de alegria.

São Tomás de Aquino focalizava o tríplice aspecto, segundo os seguintes ponto de vista: do passado,  Memorial da Paixão de Cristo verdadeiro sacrifício; do presente, Sacramento da unidade de Cristo com os homens; do futuro, sinal prefigurativo (símbolo) do “gozo da divindade”.

Portanto, diante das constantes perseguições e calúnias dirigidas à pessoa dos padres, vemos a necessidade de orarmos por eles e por nossos bispos e diáconos, como também pela fecundidade de seu ministério e pelos frutos destes para o Reino de Deus, pois o nosso “inimigo” não satisfeito, não se cansa de gastar munições com eles.

Pela perseverança dos que são fiéis à sua santa vocação e pelo reerguimento daqueles que, num momento de fraqueza, decaíram da graça, intensifiquemos nossas súplicas e intercessão. Engajemo-nos na defesa permanente da reputação de nossos padres, pois a instituição do Sacerdócio por Cristo é uma verdade indiscutível e também uma bênção da qual não podemos prescindir: sem suas mãos sacerdotais, não haveria para nós a Sagrada Eucaristia, Corpo e Sangue de Cristo, suma riqueza e sumo bem da Igreja, e nenhum dos demais sacramentos! Acolhamos e amemos este régio presente do Senhor para nós: o sacerdote validamente ordenado.  

Sagrado Coração de Jesus, eu espero e confio em Vós!


REZEMOS 

      Eis a Grande Promessa que o próprio Jesus revelou a Santa Margarida Maria Alacoque: “No Excesso da misericórdia do meu amor onipotente concederei a todos os que comungarem em nove primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos a graça da penitência final, não morrendo eles no meu desagrado, tampouco sem receberem os sacramentos; e o meu Coração será para ele asilo seguro em seus transes extremos”.

Para merecer a graça da Grande Promessa é necessário: 1º receber nove vezes a Santa Comunhão; 2º na primeira sexta-feira de cada mês; 3º e isto por nove meses consecutivos; 4º aproximar-se da Sagrada Mesa, não só em estado de graça [com a confissão sacramental em dia!] e sem más intenções, mas também com a intenção de honrar de modo especial o Sagrado Coração de Jesus, que pediu estas comunhões em reparação da ingratidão e do abandono de que é vítima por parte de tantas almas; 5º renovar em cada comunhão a intenção de cumprir a devoção das nove sextas-feiras, a fim de obter o fruto da Grande Promessa, isto é, da penitência final.

Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso!

 

ATENÇÃO: Esta pia devoção NÃO SUBSTITUI a participação frequente nas missas dominicais, preceito do Senhor.

Compartilhar
Back to top

Copyright © Comunidade Sião 2017

Template by Joomla Templates & Szablony Joomla.