Lectio Divina - Ano A - 2016/2017

28° Domingo Comum - Ano A - 15 de Outubro de 2017

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TEXTO BÍBLICO: Evangelho de São Mateus 22, 1-14 

Jesus contou esta parábola: O Reino do Céu é como um rei que preparou uma festa de casamento para seu filho. Mandou os empregados chamarem os convidados, mas eles não quiseram vir. Mandou outros mais com recado: Digam aos convidados: tudo está preparado para a festa. Matei bezerros e bois gordos, e tudo está pronto. Que venham à festa!   Mas os convidados não se importaram com o convite: um foi para a sua fazenda, e outro, para o seu armazém. Outros agarraram os empregados, bateram neles e os mataram. O rei ficou furioso. Mandou matar aqueles assassinos e queimar a cidade deles. Depois chamou os seus empregados e disse: A minha festa de casamento está pronta, mas os convidados não a mereceram. Vão pelas ruas, convidem todas as pessoas que encontrarem.  Os empregados saíram pelas ruas e reuniram todos os que encontraram, tanto bons como maus. E o salão de festas ficou cheio de gente. 'Quando o rei entrou para ver os convidados, notou um homem que não estava usando roupas de festa e perguntou: Amigo, como é que você entrou aqui sem roupas de festa? O homem não respondeu nada. Então o rei disse aos empregados: Amarrem os pés e as mãos deste homem e o joguem fora, na escuridão. Ali ele vai chorar e ranger os dentes. Jesus terminou, dizendo: Pois muitos são convidados, mas poucos são escolhidos.

 

l – L E I T U R A: O que diz o texto?

Era costume em Israel, quando havia uma festa de casamento, anunciá-la com muita antecedência, para se preparar a comida para os convidados. O rei então se encontra com um dilema: os convidados não querem participar da festa. Volta a enviar outros empregados para dizer que tudo já está pronto, que eles devem vir à festa. Mas os convidados não se importaram com o convite e foram tratar dos seus negócios. Outros agarraram os empregados, bateram neles e os mataram. O rei decide acabar com os maus convidados e manda convidar a todos os que se encontrem nas ruas para virem na festa. Recorda que para ir a uma festa, deve-se levar o vestido de festa. Aquele convidado que não tinha, o jogaram para fora.

A parábola é como a festa, o banquete messiânico. Na história da salvação: os empregados que saem a anunciar são os profetas, os convidados, o povo de Israel.  Tudo está preparado, e os convidados não atendem, não se importam com as coisas de Deus. Sair pelos caminhos significa que iam fora, aonde se havia os marginalizados de Israel, os publicanos, os pecadores. Entraram maus e bons. Porque os pecadores também são convidados ao Reino de Deus, porém para entrar há que ter roupa de festa, o arrependimento de vida convertida, pelas boas obras. Os pecadores que não se arrependam serão jogados fora. Muitos são os convidados, mas poucos são os que Deus aceita, porque eles não se entregaram à conversão. Mateus fala à sua comunidade onde havia judeus convertidos ao cristianismo e também não judeus que haviam aceitado a fé cristã. O Rei enviou seus profetas aos filhos de Israel, que não quiseram escutar e também aos outros convidados, que são maus e bons. Nem todos os que foram convidados poderão estar no banquete. O que converte os convidados é o amor que manifestam. Assim o Juízo de Deus não é somente ao povo judeu, senão à Igreja e a todos os membros da Igreja que não querem converter-se completamente.

 

 

 

Perguntas sobre a leitura:

• A quem Jesus está dando o exemplo? A que se parece o Reino?

• Quem o Rei enviou e com que encargo? O que responderam os convidados?

• O que fez novamente o Rei? Que desculpas deram os outros?

• Qual foi a atitude do Rei? A quem convidou então para a festa de casamento?

• O que aconteceu com o que não estava apropriadamente vestido?

• Como Jesus termina a parábola? Que quer dizer com isto?

 

2 - M E D I T A Ç Ã O: O que me diz o texto? O que nos diz o texto?

• Sou consciente de que o Senhor me chama constantemente?

• Como os primeiros convidados, também eu dou desculpas para não atender ao chamado do Reino? Que desculpas coloco?

• Que preocupações materiais são estas pelas quais rejeito o convite do Senhor?

• Qual seria a forma de eu ajudar a construir o Reino hoje?

• Eu poderia ser um servo de Deus anunciando a salvação? Como seria isto?

• O que acontecerá com os que não se converterem?

• Como posso demonstrar se estou convertido de verdade?

            

3 - O R A Ç Ã O: O que digo a Deus? O que dizemos a Deus?  

Nós estamos envolvidos nesta festa do Reino. Poderíamos tomar como oração o hino de Laudes da II Semana do Saltério, que assim nos fala:

Senhor, tu me chamaste... Para ser instrumento de tua graça, para anunciar a boa nova, para curar tanta gente. Mensageiro de paz e de justiça, água para acalmar a sede. Senhor, tu me chamaste... Para curar os corações feridos, Para gritar nas praças, que o Amor está vivo. Para tirar do sono os que dormem e libertar os prisioneiros de seus prazeres. Senhor, tu me chamaste... para salvar o mundo já cansado, para amar aos homens, que Tu, Pai, me deste como irmãos. Sou cera mole entre teus dedos. Faz o que queres comigo.

 

4 - C O N T E M P L A Ç Ã O: Como interiorizo a mensagem? Como interiorizamos a mensagem?

Escutemos de Cristo esta parábola como se fosse a 1ª vez. Façamos silêncio para escutar. Utilizemos frases que mais nos chamaram a atenção, para repetir durante alguns dias:

• Vão pelas ruas e convidem a todos para a festa de casamento;

• Sou convidado pessoalmente pelo Senhor;

• Devo converter-me e entrar em sua festa com um traje limpo, renovado;

• Obrigado, Senhor, por chamar-me a ser mensageiro de tua graça.

 

5 - A Ç A O: Com que me comprometo? Com que nos comprometemos?

Propostas pessoais: Descobrir que o Senhor me chama pessoalmente e que para ficar na festa devo ter um traje apropriado. Fazer uma lista de todas as coisas que me impedem de ser um escolhido e pedir perdão por elas. Fazer atos pessoais que demonstrem que realmente estou convertido.

 

Propostas comunitárias: Se estiver em grupo, ver todas as vezes que não queremos escutar ao Senhor através de seus enviados. Fazer uma lista das desculpas que normalmente colocamos e nos propormos a uma mudança em grupo diante das mesmas.

 

Fonte: Diocese de Petrópolis

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